No inicio do desenvolvimento da dentição decídua, a criança encontra-se na fase de amadurecimento do seu organismo e por isso, esta menos resistente às agressões internas e externas, pois os anticorpos maternos desaparecem do sangue da criança nos primeiros seis meses de vida, coincidindo com o inicio da fase de erupção dentária. Por esta razão a criança fica um pouco manhosa. Existe uma relação entre erupção dentária e distúrbios orgânicos, como por exemplo: aumento da salivação, febre, distúrbios gastrointestinais (dor de barriga, diarreia), irritabilidade, perda do apetite.
Alguns pesquisadores também concluíram que vários dentes nascendo ao mesmo tempo pode causar stress, o que diminui a resistência do corpo a infecções, aumentando a probabilidade de ter estes sintomas.
O momento em que um dente irrompe (nasce) ou esfolia (cai), pode sofrer aceleração ou atraso devido a distúrbios orgânicos ou fatores pessoais e/ou ambientais.
Agora você deve estar se perguntando, o que são esses fatores? Como identificar?
Distúrbios orgânicos = o aumento dos hormônios tireoidianos, pituitário e sexuais podem aumentar o metabolismo do organismo, estimulando a erupção precoce dos dentes.
Fatores locais = o hábito de “chupar” o dedo/chupeta “aumenta a atividade funcional” dos dentes anteriores, podendo levar à perda precoce dos dentes de leite.
Fatores pessoais = raça e sexo afetam a cronologia de erupção dos dentes, como por exemplo: negros apresentam erupção dentária antecipada, e mulheres tendem a ter a erupção dos permanentes antecipada quando comparadas aos homens da mesma idade.
Fatores ambientais = crianças residentes em zonas urbanas tendem a ter a erupção dentária antecipada quando comparadas às crianças residentes em zonas rurais. Essa mesma diferença também é observada com relação à temperatura, pois quanto mais baixa a temperatura de um país, observa-se um discreto atraso na erupção dos dentes das crianças quando comparado às crianças que vivem em países de clima mais quente.
Existe uma média para tudo nesta vida, inclusive para o nascimento e a perda dos dentes decíduos, mas todos nós somos pessoas únicas e por isso seguimos o nosso tempo, o nosso processo fisiológico, o que explica o seu filho ser mais alto que o dele, ou até mesmo o dente do seu filho cair antes do filho dele.
O que podemos fazer é observar nossas crianças e comparar com a média. Se surgir alguma dúvida, basta procurar um profissional especializado, ele esta apto a avaliar cada situação e se for o caso, indicar o melhor tratamento para seu filho.
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