O nariz não serve apenas para sentir cheiros e transportar o ar até os pulmões, ele executa também três importantes funções: filtragem, umidificação e aquecimento do ar inspirado, de forma que este vá em condições adequadas até os pulmões.
Mas afinal, porque algumas pessoas respiram pela boca? Há várias razões para que isso ocorra, e comumente tem início na infância. Podemos destacar o aumento das adenóides e/ou das amígdalas, desvio de septo do nariz, rinites, sinusites e bronquites. Alguns maus hábitos orais também podem contribuir para a instalação da respiração bucal, como sucção de dedo, uso de chupetas e de mamadeiras sem bico ortodôntico (bico anatomicamente mais parecido com o bico do seio materno) e morder ou chupar objetos de forma freqüente. Quando a respiração bucal se instala e se mantém por tempo prolongado, constitui o que se denomina de síndrome do respirador bucal devido ao conjunto de sinais e sintomas, embora seja mais comum falar simplesmente respirador bucal.
É importante frisar que mesmo uma pessoa eliminando o impedimento orgânico (rinite, adenóide…) para a respiração nasal, pode assim mesmo continuar a respirar pela boca, ou seja, por mau hábito.
Os sinais abaixo podem ser observados em um respirador bucal (não necessariamente todos os sinais estão numa mesma pessoa):
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Boca aberta a maior parte do tempo.
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Dorme mal à noite, ronca e baba.
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Sensação de boca seca ao acordar.
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Lábios ressecados.
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Presença de olheiras.
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Mastigação ruidosa e de boca aberta.
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É possível ver a língua numa postura entre os dentes ou rebaixada dentro da boca.
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O ato de engolir (deglutição) dos alimentos e líquidos fica alterada, com a língua projetada entre as arcadas dentárias, o que favorece problemas na oclusão dos dentes (encaixe dos dentes superiores ao dentes inferiores).
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Sonolência durante o dia, sendo comum a falta de atenção, concentração e problemas de aprendizagem pela pouca oxigenação do cérebro, proporcionada pela respiração bucal.
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Diminuição do rendimento físico.
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Aumento da probabilidade de cáries e infecções respiratórias.
Além dos aspectos acima mencionados, o respirador bucal pode ter alterações significativas em sua estrutura muscular e óssea. Geralmente há um estreitamento do céu da boca (ele fica mais fundo); alteração na oclusão dentária; tendem a uma face alongada; a língua, bochechas e lábios apresentam-se com tônus diminuído (flacidez) por isso, as funções de mastigação, deglutição e fala podem estar alteradas, até a postura corporal global pode ficar prejudicada.
O respirador bucal tende a preferir alimentos mais macios ou pastosos, costuma utilizar líquidos junto com os alimentos para amaciá-los e facilitar a deglutição. A mastigação costuma ocorrer de lábios abertos, de forma rápida, ruidosa e descoordenada, afinal de contas, respirar pela boca e comer ao mesmo tempo é bem complicado. Essas dificuldades na mastigação e deglutição podem levar a perda de peso e até mesmo desnutrição.
Sendo assim, diante de tudo o que foi exposto, podemos concluir que a respiração bucal tem efeitos nocivos para a saúde, afinal de contas não é um caminho natural, é como se fosse um atalho para a sobrevivência. A identificação, o diagnóstico e o tratamento da respiração bucal devem ser o mais precoce possível, de forma que se evite ou amenize os possíveis danos. A respiração nasal é importante para a qualidade de vida das pessoas proporcionando maior vitalidade e bem estar.
Os Aparelhos Miofuncionais saõ eficazes no tratamento de pacientes respiradores bucais.

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