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Entenda tudo sobre Disfunção Têmporo-Mandibular em 5 Tópicos

Fique por dentro do que é, como diagnosticar, tratar e evitar a DTM (Disfunção da Articulação Têmporo-mandibular), um mal que atinge milhões de pessoas ao redor do mundo. 1) Definição:  A  Disfunção da ATM é o funcionamento anormal da Articulação Têmporo-Mandibular,dos  ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxila-mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário. A Articulação Têmporo-Mandibular liga o maxilar inferior (mandíbula) ao osso temporal do crânio. 2) Sintomas: o paciente com Disfunção Têmporo-Mandibular apresenta sintomas como dor de cabeça, dor de ouvido e/ou zumbidos, dor no rosto,  dor ou cansaço dos músculos da mastigação, ruídos articulares (estalos ou crepitação) e dificuldade para abrir a boca. 3)Causas: Hábitos que geralmente causam a DTM na maioria dos pacientes são maus hábitos orais, como o apertamento dentário,  morder objetos estranhos, roer unhas, mastigar chicletes, postura da cabeça (para a frente), prender o telefone com o queixo, entre outros. O mau funcionamento da ATM também pode ser causado por fatores como o estress, depressão, ansiedade ou eventos traumáticos. 4) Tratamento: A disfunção de ATM pode ser tratada através da fisioterapia, terapia de aplicação ortopédica, aplicação de Botox, terapia oclusal ou por cirurgia. Esses tratamentos tem como objetivo reduzir a dor, limitar a recorrência da dor e restabelecer o padrão de vida normal do paciente o mais rapidamente possível. 5) Curiosidades: A DTM aparece com mais frequência nas mulheres sendo aproximadamente de 9 mulheres para 1 homem. Tenta-se explicar esta alta incidência, devido ao fato da mulher estar exposta ao estress emocional, às mudanças hormonais durante o ciclo menstrual e a gravidez.  Em relação a idade, pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é mais comum dos 30 aos 40 anos.

O Que A Mandíbula Tem A Ver Com As Dores De Coluna?

Muita coisa. Disfunções na articulação têmporo-mandibular (ATM), aquela responsável pela mastigação, pelo abrir e fechar da boca, pelo bocejar e o beijar, podem provocar problemas na coluna lombar, na cervical, no pescoço. E vice-versa. A razão da ligação tão íntima entre as duas partes do corpo são as fáscias, uma película que envolve todos os músculos do corpo. Elas podem ser o caminho para se descobrir a causa de dores que atrapalham o dia-a-dia. Existem cadeias inteiras de mais de um músculo unidas por um único conjunto de fáscias específicas. A fáscia superficial cervical, por exemplo, está ligada da cervical até o quadril posteriormente ao corpo. E anteriormente da mandíbula até a pelve. Uma lesão na pelve pode, através do sistema fascial, atingir a ATM e vice-versa. As tensões se transmitem passando de uma estrutura próxima, para a mais distante ao longo de uma cadeia miofascial”, explica a fisioterapeuta Elaine Monteiro de Carvalho. Segundo a osteopata, é muito freqüente que as mulheres tenham problemas de ATM, devido ao estresse, à flexibilidade natural e a fatores hormonais. O tratamento deve ser integrado a todo corpo e não isolado. “Cerca de 85% das mulheres apresentam ATM, primeiro porque são muito mais flexíveis do que os homens, depois porque vêm sofrendo muito com o estresse. E ainda têm os fatores hormonais, que influenciam esse tipo de problema. Na osteopatia, trabalhamos com a correlação de tecidos musculares. Interpretamos a dor como um trilho que vai correndo o corpo todo. E por isso precisamos tratar de todas as estruturas musculares, trabalhar o corpo de forma holística, buscando o reequilíbrio de ossos, músculos de sustentação e ligamentos”, garante a especialista. Deve haver um equilíbrio entre dentes e músculos da mastigação, que formam a ATM. Os músculos devem trabalhar de forma coordenada e para isso a oclusão deve estar equilibrada. A má oclusão pode levar ao espasmo muscular e a uma disfunção têmporo-mandibular, comprometendo a articulação. Os músculos passam a trabalhar de forma desarmônica, desequilibrando todo o sistema, inclusive o corporal. A boca não pode ser mais vista exclusivamente como um aparelho mastigatório, mas, sim, como uma estrutura que participa dos processos respiratório, bioquímico e emocional. As transformações ortopédicas e ortodônticas atuam sobre numerosas ramificações do sistema nervoso central, em benefício da respiração, da digestão, das circulações sanguínea e linfática, da movimentação, da integração postural e psíquica do indivíduo. A odontologia em conjunto com a fisioterapia sistêmica são capazes de identificar se os problemas são ascendentes (da coluna para a cabeça) ou descendentes (da cabeça para a coluna). A paciente Alda Ludwig sentiu na pele os benefícios de uma equipe de fisioterapeuta e odontologia integrada: “Tinha muita dor de cabeça, dor de ouvido e dor na cervical. Não conseguia fazer exercício algum, nem caminhar. Tomava muito remédio e ficava mais deprimida. Com o trabalho de fisioterapia e osteopatia, fui liberando as articulações. Depois, fui fortalecendo a musculatura. Precisei depois corrigir minha oclusão. Enquanto uma especialista mexia nos dentes a outra cuidava do corpo. O resultado foi maravilhoso”, conclui. Fonte: Folha de São Paulo

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