Tratamento Odontológico Para Pacientes Autistas

16 de novembro de 2016

 

A Síndrome do Autismo foi detectada pela primeira vez em 1943 pelo psiquiatra infantil Leo Kanner (1894-1981) em seu estudo “Distúrbio Autísticos do Contato Afetivo”. Atualmente, a Síndrome do Autismo é tida como “uma falta de adaptação no desenvolvimento que se manifesta de uma maneira grave, durante toda a vida”, definição esta aceita desde 1998.

O autismo costuma atingir crianças até o terceiro ano de vida, sendo que os meninos sofrem mais de autismo do que as meninas, com uma média de uma menina para quatro meninos. Porém, a doença costuma ser mais grave nas crianças do sexo feminino.

O desenvolvimento da criança fica comprometido com o surgimento da doença, causando uma dificuldade no seu relacionamento com o mundo. A criança autista evita o contato visual, raramente se comunica através da fala e cria certa aversão a contatos físicos como toques e abraços. É como se o portador de autismo vivesse em um mundo completamente isolado dos demais, e por isso permanece tão ligado a objetos e espaços onde vive.

A Síndrome pode aparecer de maneira isolada, associada a patologias pré-natais (caxumba, rubéola, herpes, toxoplasmose) ou a condições genéticas (acidose lática, fenilcetonúria, Síndrome de Down, albinismo). O autismo deixa algumas sequelas que permanecem durante a adolescência e a idade adulta. Em 80% dos casos, a pessoa desenvolve o retardo mental, e, nos outros 20%, ocorre o chamado “Autismo de Alto Desempenho”, em que as crianças aprendem a ler muito cedo e, muitas vezes, são rotuladas como gênios depois de grandes.

Onde entra a Odontologia?

Devido à dificuldade de relacionamentos das crianças portadoras de Autismo Infantil, o tratamento odontológico fica comprometido, pois as ações do profissional são consideradas invasivas pelo paciente portador de necessidades especiais. Situação esta que, muitas vezes, exige que o tratamento seja feito em ambiente hospitalar, sob anestesia geral.

A aversão ao tratamento dentário pode ser menor quando o paciente acostuma-se com o ambiente odontológico desde pequeno, o que muitas vezes não acontece. Como a criança portadora de autismo apresenta outras dificuldades, o tratamento odontológico é deixado de lado, por ser considerado menos importante. A criança só fará sua primeira visita ao cirurgião dentista quando e se sentir algum dente doendo, quando a criança já está com mais de sete anos. Nesses casos, o problema dentário é mais grave e exige um tratamento mais intensivo e, conseqüentemente, mais invasivo para a criança.

O correto seria que o contato com o profissional acontecesse desde o nascimento dos primeiros dentes, como deve ser com qualquer criança. Assim, haveria um maior contato com o profissional e a aversão passa a ser menor, portanto os tratamentos se tornariam mais simples, sem a necessidade de anestesia geral.

Um tratamento diferenciado

Os portadores de autismo costumam apresentar problemas periodontais (gengivias), que levam à necessidade de raspagens e, em alguns casos, cirurgias. Além dos tratamentos específicos, o papel do profissional de odontologia também engloba a orientação de higiene bucal e alimentação.

O tratamento de pacientes portadores de Autismo Infantil pode ser feito por um profissional habilitado, desde que ele esteja disposto a buscar informações e adaptar o tratamento para esses pacientes, tomando alguns cuidados:

Os autistas são pessoas hipersensíveis, que se sentem incomodados facilmente. Por isso, contatos físicos, ou até mesmo determinados sons, podem transformar-se em tortura para esses pacientes. Até mesmo o uso de perfumes pode incomodar o paciente e dificultar o tratamento.

Um requisito principal para o sucesso da consulta é manter o paciente calmo. Para isso, escolha um ambiente tranqüilo e evite ao máximo mudar os móveis de lugar, pois os portadores de autismo são muito sensíveis a qualquer tipo de mudança, e não costumam reagir de maneira positiva.

É muito importante que o paciente seja atendido sempre pelo mesmo profissional e no mesmo consultório, para que ele se habitue e crie uma identificação com o local.

É necessário levar em consideração alguns aspectos como idade, grau de severidade da síndrome e as habilidades específicas de cada indivíduo.

Os pais precisam ser conscientizados sobre a importância do acompanhamento odontológico para as crianças portadoras de autismo, já que uma saúde bucal fora das condições adequadas pode comprometer o resultado de outros tratamentos.

Com um acompanhamento iniciado quando o paciente especial ainda é bebê, o cirurgião dentista, seguindo essas orientações básicas, pode minimizar a rejeição e diminuir o número de pacientes especiais que necessitam de anestesia geral para realizarem o tratamento.

 

CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO PARA AGENDAR UMA CONSULTA NA CLÍNICA ODONTOMANIA:

botão agendar

MELHORIAS

Tornamos o seu sorriso ainda mais bonito.

Clareamento Dental

Lentes de contato dentais

Invisalign

Harmonização Facial