Diversos são os fatores que levam a uma perda dentária, entre eles a doença cárie, tratamento endodôntico inadequado, doença periodontal, fratura dental, entre outros.
Além da estética, cada dente exerce uma função na cavidade oral, como a mastigação (corte e trituração do alimento), é auxiliar na fonação das palavras e principalmente no equilíbrio oclusal, evitando problemas articulares.
Com a perda dental, o sistema mastigatório fica desequilibrado, gerando uma sobrecarga em outras regiões.
Essa perda pode estar limitada a apenas um, ou a mais elementos, e, muitas vezes, o espaço que antes era ocupado pelos dentes acaba esquecido e, silenciosamente alguns problemas começam a ocorrer.
A perda óssea ao redor da área onde existia o dente é um processo fisiológico, quando não existe mais a implantação do dente, o osso acaba perdendo altura e espessura pela falta de estímulo.
Os dentes vizinhos ao problema também apresentam mudanças, como angulação (mudança na posição), pois não tem mais o “apoio” do elemento que foi perdido, consequentemente causando ainda mais desequilíbrio na mordida.
Há algum tempo atrás, os tratamentos eram restritos às próteses removíveis, parciais ou totais, que não supriam todas as necessidades do paciente, por falta de retenção, estabilidade ou estética.
Na falta de uma boa retenção, a mastigação fica prejudicada, pois os alimentos não são corretamente cortados e triturados; sem estabilidade o paciente não sente segurança para sorrir, gerando uma queda na autoestima e até constrangimento.
Com o aprimoramento da Implantodontia, pode-se hoje confeccionar próteses fixas sobre esses implantes, que podem ser unitárias (um elemento dental), parciais (mais de um elemento dental), ou próteses totais, que podem ser fixas ou removíveis (retidas nos implantes).
Essas próteses totais fixas sobre implantes consistem na colocação de quatro ou mais implantes e confecção da prótese, dessa forma, tornaram-se a melhor opção na Odontologia para a reabilitação de um paciente desdentado total, pois se devolve da melhor forma a estética e a função estomatognática.
Também podemos utilizar uma prótese total chamada Protocolo, parafusada aos implantes dentários.
O procedimento para a colocação de implantes é dividido em fase cirúrgica e fase protética, onde, na primeira é instalado o implante, aguardado o tempo de cicatrização (osseointegração), em torno de 3 a 6 meses, e na segunda, confeccionada a prótese.
Dependendo do planejamento do caso, temos a opção da carga imediata, que segue o conceito básico de que no dia da cirurgia a prótese provisória já é instalada sobre um ou mais implantes, que deve ser muito planejada para não aumentar a chance de perda dos implantes.
Os implantes consistem em uma excelente opção de tratamento, tanto funcional quanto estético, e já vem sendo praticados há muitos anos com sucesso clínico comprovado.
Cada paciente precisa passar por avaliação minuciosa, tanto da cavidade oral quanto da saúde geral, pois existem alguns limitantes que podem inviabilizar o tratamento.
O planejamento adequado é imprescindível para o sucesso, tanto da fase cirúrgica quanto da fase protética, todo procedimento é realizado no consultório e com anestesia local.
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