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Viajar de avião após procedimentos cirúrgicos em odontologia: por que a pressão atmosférica merece atenção?

Viajar de avião logo após um procedimento odontológico pode parecer algo simples, mas, dependendo do tipo de cirurgia realizada, o momento do voo merece atenção especial. Embora as aeronaves comerciais sejam pressurizadas, a pressão dentro da cabine é inferior à pressão atmosférica ao nível do mar. Durante a subida e a descida, essas variações podem provocar alterações de pressão em cavidades que contêm ar, incluindo os seios da face, e também desencadear dor relacionada a determinadas condições odontológicas. O que pode acontecer durante o voo? Após procedimentos odontológicos, especialmente cirúrgicos, existe uma região que está em processo de cicatrização. Alterações de pressão podem estar associadas a: •⁠ ⁠dor ou desconforto na região operada; •⁠ ⁠aumento da sensação de pressão na face; •⁠ ⁠sangramento ou alterações do coágulo em determinadas situações; •⁠ ⁠barotrauma dos seios da face; •⁠ ⁠barossinusite, principalmente quando o procedimento envolve a região posterior da maxila e o seio maxilar; •⁠ ⁠maior desconforto em procedimentos que envolveram enxertos ósseos ou cirurgia de elevação do seio maxilar. Um fenômeno conhecido como barodontalgia corresponde à dor dentária relacionada às variações de pressão atmosférica. Ela pode ocorrer principalmente quando existe alguma condição odontológica subjacente ou após determinados procedimentos recentes. E depois de uma extração ou colocação de implante? O período recomendado antes de viajar depende do procedimento, da extensão da cirurgia, da evolução da cicatrização e das condições individuais do paciente. Uma revisão publicada no British Dental Journal sugere, como referência clínica, intervalos mínimos de aproximadamente: •⁠ ⁠Extração simples: 24–48 horas •⁠ ⁠Extração cirúrgica: cerca de 72 horas •⁠ ⁠Instalação de implante sem complicações: cerca de 72 horas •⁠ ⁠Tratamento endodôntico não cirúrgico: cerca de 72 horas •⁠ ⁠Cirurgias mais complexas, como enxertos ósseos e procedimentos envolvendo o seio maxilar: período maior, individualizado pelo cirurgião-dentista. Esses períodos não devem ser interpretados como uma autorização automática para voar. A avaliação do profissional que realizou o procedimento é fundamental.  

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Terceiros Molares ou Dentes do Ciso

Os terceiros molares, também conhecidos como dentes do siso, são os últimos molares a se formarem e erupcionarem na boca. Eles começam a se desenvolver na infância e geralmente erupcionam entre os 17 e 25 anos de idade. *Formação dos terceiros molares:* Os dentes do siso se formam a partir de germes dentários localizados no osso maxilar e na mandíbula. Eles passam por um processo de desenvolvimento semelhante aos outros dentes permanentes, incluindo a etapa de formação da coroa, seguida pela formação da raiz. A erupção dos terceiros molares pode ser influenciada por fatores como espaço disponível na arcada dentária, posição dos outros dentes e genética. *Vantagens de manter os terceiros molares:* 1. *Função mastigatória:* Os terceiros molares podem contribuir para a eficácia da mastigação, especialmente ao consumir alimentos duros e fibrosos. 2. *Reserva dentária:* Em algumas pessoas, os terceiros molares podem servir como uma reserva dentária, substituindo outros dentes perdidos no futuro. 3. *Estrutura óssea:* Os terceiros molares podem desempenhar um papel na manutenção da integridade óssea na região posterior da mandíbula. *Desvantagens de manter os terceiros molares:* 1. *Apinhamento dental:* A erupção dos terceiros molares pode causar apinhamento ou desalinhamento dos outros dentes na arcada dentária. 2. *Cáries e infecções:* Devido à sua localização na parte posterior da boca, os dentes do siso podem ser difíceis de limpar adequadamente, aumentando o risco de cáries e infecções. 3. *Impactação:* Em muitos casos, os terceiros molares não têm espaço suficiente para erupcionar completamente na boca, resultando em impactação (ficar preso sob a gengiva ou no osso). 4. *Desconforto e dor:* Os terceiros molares impactados podem causar desconforto, dor, inchaço e inflamação das gengivas. Em resumo, as vantagens e desvantagens de manter os terceiros molares na boca variam de pessoa para pessoa e dependem de fatores como a posição, a saúde bucal e a necessidade de tratamento ortodôntico. Em muitos casos, a extração dos terceiros molares é recomendada para prevenir complicações e melhorar a saúde bucal geral. 5. *Risco de cistos e tumores:* Terceiros molares impactados podem desenvolver cistos ou tumores ao redor da raiz, aumentando o risco de complicações e necessidade de tratamento cirúrgico. 6. *Desenvolvimento de doenças periodontais:* A presença de terceiros molares impactados pode dificultar a higienização adequada da área, aumentando o risco de desenvolvimento de doenças periodontais, como gengivite e periodontite. 7. *Desalinhamento da mordida:* Terceiros molares mal posicionados ou impactados podem exercer pressão sobre os outros dentes, causando desalinhamento da mordida e problemas oclusais. 8. *Dificuldade em realizar procedimentos dentários:* A presença de terceiros molares impactados pode dificultar a realização de procedimentos dentários em outras áreas da boca, devido à limitação de espaço e acesso. Essas desvantagens destacam os potenciais problemas associados à presença de terceiros molares na boca e são considerações importantes ao decidir sobre a extração ou não desses dentes.

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Entendendo o Cementoblastoma: Causas, Impactos e Necessidade de Remoção

O cementoblastoma é uma condição odontológica que merece nossa atenção, pois pode ter implicações significativas para a saúde bucal. Nesta matéria, vamos explorar o que é o cementoblastoma, suas possíveis causas, as consequências de não remover essa condição e por que é crucial buscar tratamento adequado. O que é o Cementoblastoma: O cementoblastoma é um tumor benigno raro que se origina nas células que formam o cemento, a camada mineralizada que cobre as raízes dos dentes. Embora seja geralmente considerado benigno, sua remoção é essencial para evitar complicações a longo prazo.   Possíveis Causas: As causas específicas do cementoblastoma ainda não são completamente compreendidas. No entanto, fatores genéticos e anormalidades nas células formadoras de cemento podem contribuir para o seu desenvolvimento. Estudos continuam a ser realizados para entender melhor esses aspectos.   O que Pode Acontecer: Se não for tratado adequadamente, o cementoblastoma pode levar a complicações sérias. Isso inclui a destruição gradual do osso circundante, afetando a estabilidade dos dentes afetados. Além disso, pode causar dor, inchaço e desconforto, impactando negativamente a qualidade de vida do paciente.   Consequências da Não Remoção: A não remoção do cementoblastoma pode resultar na expansão do tumor, afetando estruturas adjacentes, como osso e dentes. Isso pode levar a problemas de oclusão, dificuldades na mastigação e até mesmo a perda dentária. Além disso, complicações mais sérias podem surgir, aumentando a complexidade do tratamento.   Importância da Remoção Adequada: O tratamento do cementoblastoma geralmente envolve a remoção cirúrgica do tumor, seguida por cuidados pós-operatórios. A detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais para preservar a saúde bucal e evitar complicações graves.   O cementoblastoma é uma condição odontológica que requer atenção devido às suas potenciais consequências. A busca por diagnóstico precoce e a remoção adequada são essenciais para preservar a saúde bucal e garantir um tratamento eficaz. Ao menor sinal de desconforto ou alteração na região dental, é fundamental procurar a orientação de um profissional de odontologia para uma avaliação completa e um plano de tratamento adequado.

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GUIA ON LINE DE CUIDADOS PÓS-CIRÚRGICOS

Os cuidados pós-cirúrgicos desempenham um papel crucial na sua recuperação pós cirúrgica. Esses cuidados são projetados para otimizar a cicatrização, prevenir complicações e promover a restauração da sua saúde geral. Leia atentamente as intruções: 1. REPOUSO: Evite atividades físicas por 15 dias, reduzindo assim, riscos de sangramento e impactos, promovendo uma recuperação mais eficaz.     Repouse com a cabeça mais elevada que o corpo. Essa posição mais elevada da cabeça facilita o retorno venoso e a drenagem linfática, minimizando o acúmulo de fluidos na região operada. É recomendada para ajudar a controlar o inchaço e reduzir o risco de sangramento. Além disso, contribui para um processo de cicatrização mais confortável e eficaz.       2. ALIMENTAÇÃO: Evite alimentos quentes. Os alimentos quentes, além de aumentar a dor, podem aumentar o inchaço do local e ainda influenciar negativamente na cicatrização, tornando a recuperação mais lenta e mais incômoda.     Alimentação líquida, pastosa e fria. Uma dieta de alimentos macios e frios ou em temperatura ambiente evita irritação ou desconforto. A consistência dos alimentos deve ser suave para facilitar a mastigação e evitar qualquer pressão excessiva na área cirúrgica.     3. HIGIENE BUCAL: Escovação: A escovação suave é crucial. Utilize uma escova de cerdas macias e evite áreas sensíveis. Enxágue delicadamente com água e evite força excessiva para não machucar a área operada.       Bochechar com água ou antissépticos: Evitar bochechar com água ou antisépticos é essencial para preservar o coágulo, prevenindo sangramentos excessivos e promovendo uma cicatrização otimizada.     4. MEDICAÇÕES:  Siga rigorosamente os horários e dosagens dos medicamentos indicados. Estas instruções são personalizadas e essenciais para controlar a dor, prevenir infecções e promover uma recuperação adequada. Em caso de dúvidas ou reações adversas, entre em contato com a clínica. Compressa com gelo: A aplicação de gelo após cirurgia odontológica é benéfica porque auxilia na vasoconstrição, reduzindo o fluxo sanguíneo na área operada. Isso contribui para controlar o inchaço, minimizar a dor e promover um ambiente propício para a cicatrização.     6. EVITAR COMPLICAÇÕES: Evite exposição solar: A exposição solar após uma cirurgia pode causar mais inchaço e dor.     Evite bochechar e cuspir: Evitar bochechar e cuspir após cirurgia odontológica previne a desorganização do coágulo de sangue no local operado, reduzindo o risco de sangramento e promovendo uma cicatrização adequada.     6. CUIDADOS ESPECÍFICOS: Falar o Indispensável: Limitar a fala ao indispensável reduz o movimento da boca e evita qualquer tensão desnecessária na área operada. Isso auxilia na cicatrização, minimiza o risco de complicações e contribui para uma recuperação mais rápida e confortável.   Vaselina Líquida:  A aplicação de vaselina líquida no canto da boca após cirurgias odontológicas previne o ressecamento da pele e proporciona conforto durante a recuperação.     Consulta de Pós-operatório: A consulta de pós-operatório é importante para a avaliação da cicatrização e, se apropriado, a realização da remoção das suturas para facilitar o processo de cura. Essa etapa é parte integrante do acompanhamento cuidadoso para assegurar uma recuperação adequada após a cirurgia odontológica.     Entre em contato imediatamente: Se precisar de algo ou tiver alguma dúvida, entre em contato conosco. Estamos aqui para te ajudar durante todo o processo de recuperação pós-cirúrgica.

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Dente do Siso: Origem, 5 Vantagens da Extração e quais os Exames Necessários para o Planejamento da Remoção

Os dentes do siso – também chamados de terceiros molares – costumam despertar muitas dúvidas. Afinal, por que eles existem? É mesmo necessário removê-los? E qual a época certa para fazer a extração? Neste artigo, vamos explicar a origem dos sisos, quando eles podem se tornar um problema e listar 5 vantagens da remoção dos dentes do siso no momento adequado.     Origem dos Dentes do Siso   Os dentes do siso são os últimos molares a nascer, geralmente entre os 17 e 25 anos, período conhecido como a “idade da sabedoria”. Na antiguidade, quando a alimentação era mais dura e fibrosa, a mandíbula humana era maior e os sisos ajudavam na mastigação. Com a evolução da dieta e da anatomia, muitas pessoas passaram a não ter espaço suficiente para esses dentes, o que leva a dentes inclusos, parcialmente erupcionados ou desalinhados.     Quando o Dente do Siso Pode Ser um Problema   Nem sempre o siso precisa ser extraído. Mas, em muitos casos, ele pode causar: Dor e inflamação gengival; Infecção recorrente (pericoronarite); Desalinhamento dos outros dentes; Formação de cistos e lesões ósseas; Cáries e dificuldade de higienização.       5 Vantagens da Remoção do Siso   A extração dos sisos, quando indicada, traz diversos benefícios para a saúde bucal e qualidade de vida. Confira:   1.Prevenção de dores e inflamações – evita crises frequentes de dor e inchaço gengival. 2.Mais espaço na arcada dentária – reduz a pressão sobre os outros dentes, prevenindo apinhamentos (dentes tortos). 3.Melhora da higiene oral – facilita a escovação e o uso do fio dental, reduzindo risco de cáries e gengivite. 4.Evita complicações futuras – como cistos, lesões ósseas ou até reabsorção radicular dos dentes vizinhos. 5.Procedimento mais seguro em jovens – quanto mais cedo o siso for removido (entre 16 e 25 anos), mais simples costuma ser a cirurgia, com recuperação rápida.   Qual a Época Certa para Tirar o Dente do Siso?   A melhor época para avaliação é na adolescência, a partir dos 16 anos, quando os sisos começam a se formar. O dentista pode solicitar uma radiografia panorâmica para verificar: Se há espaço suficiente na mandíbula; Se o siso está incluso ou mal posicionado; Se há risco de complicações futuras.   Em muitos casos, a extração preventiva é indicada antes dos 25 anos, pois a raiz ainda não está completamente formada e o osso é mais flexível, favorecendo uma recuperação rápida. Os exames radiográficos mais indicados para avaliação e planejamento da remoção cirúrgica dos Sisos são: Radiografia Panorâmica A radiografia panorâmica é como uma foto de toda a boca de uma vez só. •Com ela, conseguimos ver onde os dentes do siso estão nascendo ou escondidos dentro do osso. •Mostra se eles estão empurrando outros dentes, se têm espaço para nascer ou se podem dar problema. •Também conseguimos ver se estão perto de partes importantes, como o nervo da mandíbula (no caso dos sisos de baixo) ou o seio do rosto (no caso dos de cima). 👉 É o primeiro exame que pedimos para avaliar a situação geral Tomografia A tomografia é como uma radiografia em 3D. •Ela mostra os dentes do siso em todas as direções, como se pudéssemos olhar de cima, de lado e de frente. •Com isso, conseguimos ver exatamente se o dente está encostado em algum nervo, dentro do osso ou muito perto do seio. •Isso ajuda o dentista a planejar a cirurgia de forma mais segura, evitando complicações como formigamento no lábio ou abertura de comunicação com o seio. 👉 A tomografia nem sempre é necessária, mas é muito importante quando o siso está em uma posição complicada ou muito próximo de estruturas delicadas. ✅ Em resumo: •Panorâmica = mostra a “visão geral” da boca e dos sisos. •Tomografia = mostra os detalhes em 3D para garantir uma cirurgia mais segura. Se você tem dúvidas sobre seus sisos, procure um cirurgião dentista para avaliar a necessidade da extração no momento certo.    

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