Há pessoas que apresentam má-oclusão severa, que não está relacionada apenas a dentes mal posicionados, mas a desequilíbrios no tamanho e posição dos ossos (ex.: mandíbula, maxila, palato, etc.). Estes desequilíbrios podem provocar sobrecargas da mordida, com desgastes excessivo dos dentes, inflamações na gengiva, perda óssea e até perda de dentes, dores na ATM (articulação temporo-mandibular), com dores de cabeça e enxaquecas, além de grande desconforto estético.
Nesses casos as técnicas de ortodontia isoladas são insuficientes para promover uma mordida equilibrada e precisam ser acompanhadas de cirurgias ortognáticas. O cirurgião buco-maxilo é o especialista que pode avaliar estes casos e propor soluções com grande impacto na saúde e vida das pessoas que sofrem destes males.
Os desequilíbrios normalmente estão relacionados a fatores genéticos que determinam a fisiologia dos ossos da face (forma, tamanho, posição, etc.), e também a estímulos que recebem durante a fase de crescimento. Há ainda casos de traumas e fraturas que podem desequilibrar a harmonia dos ossos da face.
Quando em fase de crescimento é possível antever a fisiologia que uma criança atingirá quando adulta. Nesta fase é possível “direcionar” e “estimular” o desenvolvimento dos ossos de forma que eventuais problemas ortognáticos possam ser amenizados. A ortodontia preventiva ou ortopedia é a especialidade que cuida destes casos, e por vezes pode até evitar a necessidade de cirurgia ortognática. Para adultos que já passaram a fase de crescimento a ortodontia preventiva não é uma opção.
A cirurgia ortognática ocorre acompanhada de tratamento ortodôntico. O objetivo da cirurgia é reequilibrar a posição e tamanho da maxila, mandíbula ou demais ossos, enquanto o tratamento ortodôntico contribui para o alinhamento dos dentes.
Após a cirurgia, durante o período de recuperação, normalmente não há dor e os pacientes podem voltar às suas atividades normais em 15 dias, desde que respeitadas algumas recomendações simples. A alimentação é deve ser feita com alimentos pastosos e líquidos durante 3 semanas e a mastigação pode voltar a ocorrer por volta da 4ª. semana.
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