
Análise Clínica do Sorriso
Durante a avaliação do sorriso, todos os aspectos dentários e teciduais devem ser considerados. A quantidade de gengiva exposta deve ser avaliada após uma observação atenta do paciente durante a fonação e diversos sorrisos. O clínico deve perguntar ao paciente o que ele acha de seu sorriso. Essa atitude é primordial quando se tem conhecimento do resultado dos estudos sobre a divergência de percepção da beleza do sorriso entre profissionais e pacientes. É aconselhável fotografar o sorriso para discutir com o paciente o que ele vê e o que imagina, a fim de aprimorar seu desejo. Também é interessante para se ter uma noção exata do estado inicial. O sorriso é dinâmico e não responde a medidas precisas. Além disso, os pacientes que apresentam deficiência estética programaram seu sorriso de modo a esconder o problema. A posição da cabeça (inclinada para trás, para frente ou no mesmo nível do observador) pode também comprometer a avaliação das relações estéticas. A linha do sorriso pode ser avaliada por fotografias, estando os dentes em sua posição de contato habitual. A avaliação é feita em relação à quantidade de gengiva exposta. Trata-se principalmente de considerar a idade (o adulto jovem mostra mais a gengiva do que a pessoa mais velha) e o sexo (as mulheres mostram mais a gengiva do que os homens). Os tecidos gengivais devem ser avaliados por sua dimensão, seu estado de saúde, sua forma, seu contorno e sua cor. O pontilhado, os defeitos, a quantidade e a distribuição da pigmentação presentes nos tecidos gengivais devem ser avaliados e a necessidade de correção deve ser discutida com o paciente. Todas essas observações devem ser avaliadas no contexto da estética do rosto do paciente, para que o resultado obtido no tratamento estético seja o mais satisfatório possível.


