Apneia em Crianças

Um dos maiores problemas na geração de conscientização para a apneia do sono é que muitas vezes as pessoas têm uma noção preconcebida de como é um paciente típico da apneia do sono. Quando a maioria das pessoas pensa em um paciente que sofre de apneia do sono, a imagem de um homem com sobrepeso de meia idade vem à mente. E, embora esta imagem possa ser bastante precisa em muitos casos, não é de modo algum uma representação completa de todos aqueles que poderiam potencialmente estar aflitos com a apneia do sono. Muitas mulheres que sofrem de apneia do sono são diagnosticadas com insônia em vez de apneia do sono devido a esse equívoco. E pior, muitas crianças com apneia do sono são diagnosticadas com outros distúrbios porque não se encaixam no perfil típico do paciente. Prevalência e riscos de apneia do sono não tratada em crianças A prevalência de apneia do sono em crianças pode ser muito menor do que em adultos (aproximadamente 5% das crianças em comparação com 26% dos adultos com idade entre 30 e 70 anos), mas ainda é comum o suficiente para ser motivo de preocupação. Crianças com apneia não tratada do sono correm o risco de ter problemas comportamentais, adaptativos e de aprendizagem. Muitos dos sintomas diurnos de um sono fraco causado pela apneia do sono podem se manifestar como sintomas muito semelhantes aos da hiperatividade do TDAH, dificuldade em aprender e concentração e mau desempenho na escola. Até 25% das crianças diagnosticadas com TDAH podem, de fato, ter sintomas de apneia do sono, e seus problemas de aprendizagem e comportamentais estão relacionados ao sono pobre / fragmentado. Outro estudo mostrou que a probabilidade de problemas comportamentais era 4-5 vezes maior em crianças com apneia incidente do sono e crianças 6 vezes maiores com apneia persistente do sono. O estudo também descobriu que “em comparação com os jovens que nunca tiveram respiração desordenada do sono, as crianças com apneia do sono eram mais propensas a ter problemas relatados pelos pais nas áreas de hiperatividade, atenção, comportamentos disruptivos, comunicação, competência social e auto -cuidado.” Essas crianças com apneia não tratada do sono também encontraram 3 vezes mais probabilidades de ter notas de “C” ou inferiores. Crianças com apneia não tratada do sono correm o risco de desenvolver hipertensão e problemas cardíacos à medida que crescem. Sintomas da apneia do sono infantil Se você está preocupado, os problemas de sono do seu filho podem ser um sinal de apnéia do sono, aqui estão alguns sintomas para manter o olho para fora. Muitos desses sinais podem ser observados durante o sono, enquanto alguns dos sintomas podem se manifestar durante o dia Ronco. Aproximadamente 10% das crianças que roncam têm apneia do sono Respiração bucal. Crianças com adenóides alargadas tendem a respirar com as bocas abertas. A respiração pausa durante o sono Sonolência diurna Dificuldade de concentração Pobre período de atenção Problemas comportamentais Pobre desempenho na escola Causas da apneia do sono infantil As causas da apneia do sono infantil podem variar significativamente das causas da apneia do sono em adultos. Considerando que, em adultos, os principais fatores que contribuem para a apneia do sono são peso, circunferência do pescoço e idade, para crianças a causa mais comum é amígdalas aumentadas e / ou adenóides. Quando estes tecidos são ampliados, podem causar dificuldades respiratórias durante o dia. Quando a criança está dormindo, os músculos do corpo relaxam, inclusive aqueles na garganta. O relaxamento desses músculos permite que as amígdalas e adenóides restrinjam ainda mais o fluxo de ar no sistema respiratório superior e causem eventos de apneia durante o sono. A obesidade infantil também pode contribuir para a apneia do sono da mesma forma que acontece nos adultos. Quanto mais tecidos gordurosos na garganta, mais provável que a respiração possa se romper durante o sono, pois o tecido extra macio pode restringir mais facilmente o fluxo de ar. No entanto, a obesidade só acredita ser um fator para a apneia do sono em crianças maiores de 12 a 18 anos e não crianças mais jovens. CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO E MARQUE UMA AVALIAÇÃO [button size=”big_large” target=”_self” hover_type=”default” font_weight=”700″ text_align=”center” text=”Agende uma avaliação” link=”https://www.clinicaodontomania.com.br/odontopediatria” color=”#ffffff” hover_color=”#ffffff” background_color=”#ff9500″ hover_background_color=”#87ab2e” border_color=”#7f7f7f” border_radius=”5″ hover_border_color=”#ffffff”]
O Uso da Mamadeira e suas Complicações!

A utilização de mamadeiras causa prejuízos na saúde e no desenvolvimento da criança. Os dentes e o crescimento das estruturas ósseas são determinados pela pressão da língua para fora enquanto que a musculatura (bochechas) pressiona para dentro. Portanto, passa a ser compreensível que o crescimento cranio facial como um todo depende de um bom controle de toda a musculatura envolvida. Para que isso aconteça a musculatura necessita ser corretamente estimulada, permitindo que as funções e tonicidade sejam adequadas. Quando uma delas está em desequilíbrio, a direção do crescimento dos ossos pode ser alterada, deformando sua forma final. Caso a língua seja flácida ou as bochechas muito forte, os maxilares serão comprimidos, com os dentes anteriores inclinados para frente, normalmente com o “céu da boca” profundo, resultando em falta de espaço para a troca dos dentes. Em 2010, numa publicação de um artigo, foi comprovado, de maneira clara e irrefutável, a relação entre forma de aleitamento e estreitamento dos maxilares. Separando crianças em quatro grupos, onde o tempo de aleitamento no peito, era a diferença, foi observada uma clara relação entre mamadeira e mordida cruzada ( estreitamento maxilar). Ficou provado que quanto maior o tempo de aleitamento materno e menor o uso da mamadeira,, menores as possibilidades de desenvolver mordida cruzada. Mordida cruzada quando os dentes superiores ocluem (mordem) internamente aos dentes inferiores. Outra característica dom desenvolvimento maxilar e da cavidade nasal é a questão da língua. Uma língua bem posicionada, fica constantemente colada no céu da boca. Quando a língua se encontra flácida ou baixa, deixa de estimular o desenvolvimento maxilar, permitindo que palato (céu da boca) se afunde. Desta forma, a cavidade nasal fica mais baixa, acarretando um estreitamento na nariz e diminuição da cavidade nasal, consequentemente, a passagem de ar por ela, fica comprometida. Independente de infecções e alergias, a estrutura física do nariz está comprometida. Essa diminuição do fluxo de ar pelo nariz, obriga a criança a abrir a boca e, ao mesmo tempo, utilizar-se dela, também para compensar o fluxo de ar comprometido pela cavidade nasal. É a partir daí que se instala a respiração bucal, seja ela total ou parcial. Abaixo vejas algumas causas comuns que fazem com que alguém passe a respirar também pela boca: Rinite Alérgica: As condições da vida moderna (poeira doméstica, fungos, pelos de cães e gatos, poluentes do ar, cosméticos, produtos de limpeza) estão por trás dessa verdadeira epidemia. Estima-se hoje que 40% da população sofra de rinite alérgica, que além de poder trazer espirros repetidos, coriza e coceira no nariz, tem como um dos sintomas mais frequentes a obstrução nasal. Aumento da Adenóide: Comum nas crianças até os 5 ou 6 anos, o aumento da adenoide (e das amígdalas) pode levar a um quadro de respiração bucal, roncos à noite e mesmo à apneia do sono. Desvio do Septo Nasal:Um mal posicionamento da parede que separa internamente as duas cavidades nasais é comum em adultos e um pouco menos frequente em crianças. Sinusites ou Pólipos Nasais:Algumas pessoas têm uma tendência genética a sinusites ou a formação de pólipos dentro do nariz. Ambas situações provocam inchaço das paredes internas do nariz, levando à obstrução. Mal Formações da Face: Síndrome de Down, fendas palatina e outras síndromes podem levar à um padrão respiratório bucal. CONSEQUÊNCIAS O nariz é a porta de entrada natural do ar em nossas vias respiratórias. A respiração nasal, quando acontece da maneira adequada, propicia a filtragem, o aquecimento e a umidificação do ar que respiramos para que este chegue aos pulmões nas melhores condições possíveis. Além disso a respiração pela nariz ajuda a manter os pulmões dilatados e leva a sensação de bem estar difícil de se obter pela respiração pela boca. Se duvidar, repita a experiência do primeiro parágrafo! Respirar pela boca coloca as pessoas em risco dos seguintes problemas: Alterações da Face e da Oclusão Dentária: O fluxo aéreo natural deve acontecer pela cavidade nasal. Quando acontece pela boca, algumas forças atuam deslocando estryturas e guiando o crescimento ósseo de maneira anormal. Ronco e Apnéia do Sono:Seguindo as alterações faciais e com a possível soma de outros fatores, a via aérea alta tende a ficar obstruída durante o sono, o que pode levar ao ronco e à apneia do sono. Infecções das Vias Aéreas: O ar que entra pela boca perde o “condicionamento” realizado pelo nariz. Assim, a garganta e pulmão podem ficar fragilizados pela agressão desse ar de má qualidade. Cansaço Frequente: A respiração pela boca provoca desconforto durante o dia e um sono ruim durante a noite. O resultado pode ser um cansaço contínuo. Piora da Bronquite (Asma)
Mordida Cruzada

A mordida cruzada, também referida como mordida invertida, é uma de muitas situações de alteração da posição dos dentes em que se verifica uma má oclusão na articulação entre os maxilares, dando por vezes a aparência de “boca torta” devido ao desvio mandibular que pode envolver. Quando colocamos os dentes em oclusão, ou seja, quando encostamos os dentes na posição de boca fechada, os dentes do maxilar inferior “fecham” por dentro dos seus antagonistas do maxilar superior. Quando acontece o contrário, em que um ou mais dentes do maxilar superior fecham por dentro dos dentes da arcada inferior, então estamos perante uma situação de mordida cruzada ou invertida. Esta alteração de posicionamento dentário é relativamente frequente, podendo ser uma mordida cruzada unilateral, caso essa inversão no fecho dos dentes se verifique apenas num dos lados dos maxilares ou mordida cruzada bilateral, caso envolva ambos os lados. Da mordida cruzada, podem advir algumas consequências indesejáveis. Efetivamente, para além do problema estético que origina (que pode afetar a autoestima do indivíduo), pode também prejudicar o desenvolvimento dos ossos da face, nos casos de crianças e adolescentes. Esta alteração pode causar transtornos na fonação (pronunciação das palavras), mastigação e até na respiração. No adulto, tende igualmente a ter repercussões negativas, quer ao nível da articulação entre os maxilares (atm), podendo inclusive ser uma causa de dor de cabeça ou zumbido nos ouvidos, quer a nível local, nomeadamente no aumento de recessão gengival e eventuais desgastes, fraturas e perda de dentes. A mordida cruzada pode ser apenas dentária (mordida cruzada dentoalveolar), quando se verificam apenas alterações na inclinação dos dentes ou esquelética, quando já existe um comprometimento das bases ósseas. CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO PARA AGENDAR UMA AVALIAÇÃO
RESPIRAÇÃO BUCAL

Os problemas físicos, médicos e sociais associados à respiração bucal não são reconhecidos pela maioria dos profissionais de saúde. Odontopediatras tipicamente solicitam que seus pacientes retornem a cada seis meses, o que significa que algumas pessoas vêem o seu odontopediatra com mais freqüência do que vêem seu fisioterapeuta. Como resultado, os odontopediatras podem ser os primeiros a identificar os sintomas da respiração bucal, porque os odontopediatras compreendem os problemas associados com a respiração pela boca, que pode ajudar a prevenir os efeitos adversos. “As alergias podem causar obstrução das vias aéreas superiores, ou respiração bucal, em pacientes”. “Quase toda família tem alguém com problemas de respiração boca.” Se ao longo do tempo, as crianças que possuem respiração bucal não forem tratadas, podem sofrer de desenvolvimento facial e dental anormal, como, faces longas e estreitas bocas, sorrisos gengivais, gengivite e dentes tortos. Os hábitos de sono pobres que resultam da respiração bucal pode afetar negativamente o crescimento e desempenho acadêmico. Muitas dessas crianças são diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção (ADD) e hiperatividade. Além disso, a respiração bucal pode causar concentração de oxigênio pobres na corrente sanguínea, o que pode causar pressão alta, problemas cardíacos, apneia do sono e outros problemas médicos. “As crianças que respiram pela boca, normalmente, não dormem bem, resultando no cansaço durante o dia e, possivelmente, na incapacidade de se concentrar. “Se a criança torna-se frustrada na escola, ele ou ela podem apresentar problemas de comportamento.” Por isso é necessária a regularidade de consultas com um odontopediatra. O tratamento para a respiração bucal está disponível e pode ser benéfico para as crianças se a condição for diagnosticada no início. O odontopediatra pode verificar se há sinais de respiração oral e se as amígdalas estão inchadas. Se amígdalas e / ou adenoides estão inchados, eles podem ser removidos cirurgicamente por um otorrinolaringologista. Se o rosto e boca são estreitas, os dentistas podem usar aparelhos de expansão para ajudar a ampliar os seios e abrir passagens das vias aéreas nasais. “Após a cirurgia e / ou intervenção ortodôntica, muitos pacientes apresentam melhora no comportamento, nível de energia, desempenho acadêmico, a aceitação pelos pares e de crescimento” . “O tratamento para a respiração bucal pode melhorar significativamente a qualidade de vida.” Os odontopediatras e ortodontistas da Odontomania estão preparados para diagnosticar e tratar pacientes com Respiração Bucal. CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO E AGENDE UMA AVALIAÇÃO
Odontopediatria

1- A PARTIR DE QUE IDADE E COM QUE REGULARIDADE A CRIANÇA DEVE CONSULTAR UM ODONTOPEDIATRA? A primeira consulta deve ser realizada quando os primeiros dentes temporários (de leite) erupcionam (nascem) ou, no máximo, até à criança completar o primeiro ano de vida, de modo a estabelecer um programa preventivo de saúde oral e interceptar hábitos que possam ser prejudiciais. Idealmente, quando existe uma boa saúde oral, a criança deve ser observada cada seis meses. Em situações de elevado risco de cárie, esta periodicidade deve ser reduzida para intervalos de três meses. 2- EM QUE IDADE APARECEM OS PRIMEIROS DENTES E QUANDO SE COMPLETAM AS DENTIÇÕES? Em média, a erupção da primeira dentição tem início entre os 6 e os 8 meses de idade, sendo as meninas geralmente mais precoces; entre os 2 anos e meio e os 3 anos de idade os 20 dentes temporários já estarão presentes na cavidade oral. A dentição permanente ou definitiva inicia-se entre os 5 e os 7 anos e poderá constituir-se de 32 dentes, caso erupcionem (nasçam) os terceiros molares (sisos), o que nem sempre ocorre. A erupção mais precoce ou tardia não está necessariamente relacionada com patologia; no entanto, caso a criança não apresente qualquer dente após completar 1 ano de vida, deverá ser observada na consulta Odontológica. 3- QUAIS AS QUEIXAS QUE PODEM ESTAR RELACIONADAS COM A ERUPÇÃO DOS DENTES E COMO PODE SER AJUDADA A CRIANÇA? Os sintomas mais comuns são: gengivas avermelhadas, aumento da salivação, perda de apetite e alteração dos hábitos nutricionais, ansiedade, dificuldade em dormir. Se a criança apresentar febre, vômitos ou diarréia, deverá ser consultada pelo seu médico assistente pois poderá existir outra causa subjacente. O desconforto da criança pode ser aliviado limpando a boca 2- 3 vezes por dia com uma gaze molhada ou recorrendo a mordedores e geles disponíveis no mercado. 4- QUANDO DEVE CESSAR O USO DA CHUPETA OU SUCÇÃO DO DEDO? Os hábitos de sucção não nutritiva (chupeta, por ex.) devem ser abandonados até cerca dos 3 anos de idade, atendendo à possibilidade de auto-correção de desarmonias no desenvolvimento das arcadas dentárias. Relativamente ao biberão, o hábito deve ser abandonado, idealmente, quando a criança completar 1 ano. Alguns métodos podem constituir uma mais-valia, nomeadamente diluir gradualmente em água o conteúdo do biberão, para que após 2 semanas se ofereça à criança apenas água; outra forma será reduzir gradualmente a quantidade de fluido até que o hábito cesse, sendo o biberão substituído, por exemplo, pelo copo com palhinha ou colher. 5- COMO SE PODE PREVENIR O APARECIMENTO DE CÁRIES PRECOCES DE INFÂNCIA? Várias medidas são importantes na prevenção de lesões de cárie na primeira infância: promover a amamentação materna pelo menos até aos 4-6 meses de idade, colocar apenas leite ou água no biberão e oferecer à criança sobretudo durante o dia e nunca quando esteja a dormir; não colocar líquidos açucarados no biberão nem na chupeta; logo que os primeiros dentem erupcionem (nasçam), promover a sua higiene com uma gaze, dedeira ou escova macia, idealmente após as refeições. 6- QUAIS AS CAUSAS MAIS FREQUENTES PARA A OCORRÊNCIA DE ALTERAÇÕES DE COR DENTÁRIA NUMA CRIANÇA? A alteração da cor poderá ter várias causas. Assim, para além das lesões de cárie, também situações traumáticas, perturbações na formação do esmalte e dentina, higiene oral deficiente ou pigmentação extrínseca de origem bacteriana ou alimentar, por exemplo, podem conduzir a este tipo de transtornos. CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO E AGENDE UMA AVALIAÇÃO
Dicas em Odontopediatria

1- A PARTIR DE QUE IDADE E COM QUE REGULARIDADE A CRIANÇA DEVE CONSULTAR UM ODONTOPEDIATRA? A primeira consulta deve ser realizada quando os primeiros dentes temporários (de leite) erupcionam (nascem) ou, no máximo, até à criança completar o primeiro ano de vida, de modo a estabelecer um programa preventivo de saúde oral e interceptar hábitos que possam ser prejudiciais. Idealmente, quando existe uma boa saúde oral, a criança deve ser observada cada seis meses. Em situações de elevado risco de cárie, esta periodicidade deve ser reduzida para intervalos de três meses. 2- EM QUE IDADE APARECEM OS PRIMEIROS DENTES E QUANDO SE COMPLETAM AS DENTIÇÕES? Em média, a erupção da primeira dentição tem início entre os 6 e os 8 meses de idade, sendo as meninas geralmente mais precoces; entre os 2 anos e meio e os 3 anos de idade os 20 dentes temporários já estarão presentes na cavidade oral. A dentição permanente ou definitiva inicia-se entre os 5 e os 7 anos e poderá constituir-se de 32 dentes, caso erupcionem os terceiros molares (sisos), o que nem sempre ocorre. A erupção mais precoce ou tardia não está necessariamente relacionada com patologia; no entanto, caso a criança não apresente qualquer dente após completar 1 ano de vida, deverá ser observada na consulta Odontológica. 3- QUAIS AS QUEIXAS QUE PODEM ESTAR RELACIONADAS COM A ERUPÇÃO DOS DENTES E COMO PODE SER AJUDADA A CRIANÇA? Os sintomas mais comuns são: gengivas avermelhadas, aumento da salivação, perda de apetite e alteração dos hábitos nutricionais, ansiedade, dificuldade em dormir. Se a criança apresentar febre, vômitos ou diarréia, deverá ser consultada pelo seu médico assistente pois poderá existir outra causa subjacente. O desconforto da criança pode ser aliviado limpando a boca 2- 3 vezes por dia com uma gaze molhada ou recorrendo a mordedores e geles disponíveis no mercado. 4- QUANDO DEVE CESSAR O USO DA CHUPETA, BIBERÃO OU SUCÇÃO DIGITAL? Os hábitos de sucção não nutritiva (chupeta, por ex.) devem ser abandonados até cerca dos 3 anos de idade, atendendo à possibilidade de auto-correcção de desarmonias no desenvolvimento das arcadas dentárias. Relativamente ao biberão, o hábito deve ser abandonado, idealmente, quando a criança completar 1 ano. Alguns métodos podem constituir uma mais-valia, nomeadamente diluir gradualmente em água o conteúdo do biberão, para que após 2 semanas se ofereça à criança apenas água; outra forma será reduzir gradualmente a quantidade de fluido até que o hábito cesse, sendo o biberão substituído, por exemplo, pelo copo com palhinha ou colher. 5- COMO SE PODE PREVENIR O APARECIMENTO DE CÁRIES PRECOCES DE INFÂNCIA? Várias medidas são importantes na prevenção de lesões de cárie na primeira infância: promover a amamentação materna pelo menos até aos 4-6 meses de idade, colocar apenas leite ou água no biberão e oferecer à criança sobretudo durante o dia e nunca quando esteja a dormir; não colocar líquidos açucarados no biberão nem na chupeta; logo que os primeiros dentem erupcionem, promover a sua higiene com uma gaze, dedeira ou escova macia, idealmente após as refeições. 6- QUAIS AS CAUSAS MAIS FREQUENTES PARA A OCORRÊNCIA DE ALTERAÇÕES DE COR DENTÁRIA NUMA CRIANÇA? A alteração da cor poderá ter várias causas. Assim, para além das lesões de cárie, também situações traumáticas, perturbações na formação do esmalte e dentina, higiene oral deficiente ou pigmentação extrínseca de origem bacteriana ou alimentar, por exemplo, podem conduzir a este tipo de transtornos. CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO E ACESSE UM E-BOOK EXCLUSIVO SOBRE A ODONTOPEDIATRIA
Aparelhos Miofuncionais

Pesquisas mostram que respiradores bucais têm rostos menos atraentes que respiradores nasais. O design do Aparelho Miofuncional ensina as crianças a respirar pelo nariz. A mudança do modo respiratório auxilia na correção do crescimento dos maxilares e melhora a saúde geral, podendo prevenir a necessidade de tratamento ortodôntico e extrações dentárias. O crescimento e desenvolvimento corretos das crianças são tão importantes quanto sua saúde ou educação. Crianças se desenvolvem mais rapidamente entre 2 e 5 anos de idade. Durante este período, ocorre 70% do crescimento do rosto e maxilares. Infelizmente, a maioria das crianças não passa pelo desenvolvimento correto da face e maxilares, resultando em rostos pouco atraentes e dentes apinhados. As crianças querem, naturalmente, mastigar objetos. Este é um impulso importante que assegura que a mandíbula receba o exercício necessário para se desenvolver corretamente. Raças primitivas ingeriam alimentos duros, ossos e vegetais crus para obter este desenvolvimento. Hoje em dia as crianças freqüentemente não têm acesso a tais estímulos, e, como resultado, sofrem diversos problemas associados ao crescimento facial e maxilar. O instinto de uma criança é mastigar para estimular o crescimento dos maxilares, mas as dietas modernas não levam a tal resultado. Os Aparelhos Miofuncionais são utilizados à noite e permitem um exercício ativo, incentivando a criança a mastigar corretamente ao usar os músculos dos maxilares. Mais importante, fazem com que a criança respire pelo nariz e também treine a deglutição e o posicionamento correto da língua. As pesquisas mostram, claramente, que o desenvolvimento correto da face, maxilares e dentes depende intensamente de todos esses fatores. O EFEITO MIOFUNCIONAL Todos os Aparelhos Miofuncionais foram projetados para reeducar a musculatura oral (Efeito Miofuncional), auxiliando na correção do alinhamento dental e maxilar. Se não tratados, os hábitos parafuncionais, como respiração bucal, deglutição atípica e interposição lingual, serão prejudiciais ao desenvolvimento facial e dental e tornarão instável qualquer tratamento ortodôntico futuro. CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO E AGENDE UMA AVALIAÇÃO
Tratamento Odontológico Para Pacientes Autistas

A Síndrome do Autismo foi detectada pela primeira vez em 1943 pelo psiquiatra infantil Leo Kanner (1894-1981) em seu estudo “Distúrbio Autísticos do Contato Afetivo”. Atualmente, a Síndrome do Autismo é tida como “uma falta de adaptação no desenvolvimento que se manifesta de uma maneira grave, durante toda a vida”, definição esta aceita desde 1998. O autismo costuma atingir crianças até o terceiro ano de vida, sendo que os meninos sofrem mais de autismo do que as meninas, com uma média de uma menina para quatro meninos. Porém, a doença costuma ser mais grave nas crianças do sexo feminino. O desenvolvimento da criança fica comprometido com o surgimento da doença, causando uma dificuldade no seu relacionamento com o mundo. A criança autista evita o contato visual, raramente se comunica através da fala e cria certa aversão a contatos físicos como toques e abraços. É como se o portador de autismo vivesse em um mundo completamente isolado dos demais, e por isso permanece tão ligado a objetos e espaços onde vive. A Síndrome pode aparecer de maneira isolada, associada a patologias pré-natais (caxumba, rubéola, herpes, toxoplasmose) ou a condições genéticas (acidose lática, fenilcetonúria, Síndrome de Down, albinismo). O autismo deixa algumas sequelas que permanecem durante a adolescência e a idade adulta. Em 80% dos casos, a pessoa desenvolve o retardo mental, e, nos outros 20%, ocorre o chamado “Autismo de Alto Desempenho”, em que as crianças aprendem a ler muito cedo e, muitas vezes, são rotuladas como gênios depois de grandes. Onde entra a Odontologia? Devido à dificuldade de relacionamentos das crianças portadoras de Autismo Infantil, o tratamento odontológico fica comprometido, pois as ações do profissional são consideradas invasivas pelo paciente portador de necessidades especiais. Situação esta que, muitas vezes, exige que o tratamento seja feito em ambiente hospitalar, sob anestesia geral. A aversão ao tratamento dentário pode ser menor quando o paciente acostuma-se com o ambiente odontológico desde pequeno, o que muitas vezes não acontece. Como a criança portadora de autismo apresenta outras dificuldades, o tratamento odontológico é deixado de lado, por ser considerado menos importante. A criança só fará sua primeira visita ao cirurgião dentista quando e se sentir algum dente doendo, quando a criança já está com mais de sete anos. Nesses casos, o problema dentário é mais grave e exige um tratamento mais intensivo e, conseqüentemente, mais invasivo para a criança. O correto seria que o contato com o profissional acontecesse desde o nascimento dos primeiros dentes, como deve ser com qualquer criança. Assim, haveria um maior contato com o profissional e a aversão passa a ser menor, portanto os tratamentos se tornariam mais simples, sem a necessidade de anestesia geral. Um tratamento diferenciado Os portadores de autismo costumam apresentar problemas periodontais (gengivias), que levam à necessidade de raspagens e, em alguns casos, cirurgias. Além dos tratamentos específicos, o papel do profissional de odontologia também engloba a orientação de higiene bucal e alimentação. O tratamento de pacientes portadores de Autismo Infantil pode ser feito por um profissional habilitado, desde que ele esteja disposto a buscar informações e adaptar o tratamento para esses pacientes, tomando alguns cuidados: Os autistas são pessoas hipersensíveis, que se sentem incomodados facilmente. Por isso, contatos físicos, ou até mesmo determinados sons, podem transformar-se em tortura para esses pacientes. Até mesmo o uso de perfumes pode incomodar o paciente e dificultar o tratamento. Um requisito principal para o sucesso da consulta é manter o paciente calmo. Para isso, escolha um ambiente tranqüilo e evite ao máximo mudar os móveis de lugar, pois os portadores de autismo são muito sensíveis a qualquer tipo de mudança, e não costumam reagir de maneira positiva. É muito importante que o paciente seja atendido sempre pelo mesmo profissional e no mesmo consultório, para que ele se habitue e crie uma identificação com o local. É necessário levar em consideração alguns aspectos como idade, grau de severidade da síndrome e as habilidades específicas de cada indivíduo. Os pais precisam ser conscientizados sobre a importância do acompanhamento odontológico para as crianças portadoras de autismo, já que uma saúde bucal fora das condições adequadas pode comprometer o resultado de outros tratamentos. Com um acompanhamento iniciado quando o paciente especial ainda é bebê, o cirurgião dentista, seguindo essas orientações básicas, pode minimizar a rejeição e diminuir o número de pacientes especiais que necessitam de anestesia geral para realizarem o tratamento. CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO PARA AGENDAR UMA CONSULTA NA CLÍNICA ODONTOMANIA:
Respiração Bucal

A Respiração Bucal ocorre quando, na maioria das vezes, existe um impedimento à respiração nasal e pode ser um sinal de que algo vai mal nas vias respiratórias superiores (boca, nariz, faringe, laringe) como alergias respiratórias, obstruções mecânicas: desvio de septo, hipertrofia das adenóides e ou amígdalas, problemas ortodônticos e presença de hábitos parafuncionais, como sucção de polegar e/ou chupeta por período prolongado, roer unhas. As Consequências da Respiração Bucal, além de maior exposição às infecções, o respirador bucal, possui uma fisionomia de pessoa cansada, formato do rosto longo, com olheiras, boca sempre aberta, cansaço respiratório, mau hálito, “baba” noturna e roncos. A postura de toda estrutura facial e corporal fica alterada. O corpo reage com compensações para respirar melhor, modificando sua postura. Além de poder ser um sintoma, a respiração bucal também pode trazer alterações como, por exemplo: * alterações no desenvolvimento das suas arcadas dentárias levando as alterações na oclusão dentária – mordida aberta ou protrusão dentária; * por consequência, alterações na mastigação que ainda podem levar à alteração digestiva; * piora do quadro respiratório devido às alterações anatômicas como diminuição do espaço aéreo nasal pelo posicionamento elevado do céu da boca (palato); * alterações posturais adaptativas que começam com a anteriorização do pescoço (cabeça para frente) para aumento da passagem aérea na faringe, que leva à rotação interna de ombros, projeção anterior de quadril (a criança “senta no bumbum”), giro interno de joelhos e de pés (isto se dá por adaptações em cadeia); * a criança tende a ficar mais cansada, pois seu sono é de baixa qualidade e sua oxigenação não é das melhores. Por isso, se você repara que seu filho respira mais pela boca do que pelo nariz, você devera procurar tais profissionais como um médico Otorrinolaringologista para avaliação das estruturas do aparelho respiratório, um Odontopediatra para avaliar se há algum impacto da respiração bucal no desenvolvimento de arcadas dentárias e um FONOAUDIÓLOGO para reabilitação do padrão respiratório. A Ortodontia Miofuncional corrige os hábitos para-funcionais com Respiração Bucal, Posição errada da língua, dedo, chupeta e etc, através de aparelhos específicos. A indicação ideal para seu uso é o estágio tardio da dentição mista, entre 8-12 anos. Como em qualquer aparelho da família dos posicionadores, a erupção dos dentes permanentes é o momento ideal para mudar a forma do arco e o alinhamento dentário anterior, quando há uma maior dinâmica na dentição. CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO PARA AGENDAR UMA AVALIAÇÃO
Síndrome de Down

Síndrome de Down não é doença, e, sim, uma ocorrência genética. Pessoas com a alteração cromossômica não são deficientes mentais, mas elas têm deficiência intelectual. Não são especiais, mas têm necessidades específicas. Não são portadoras da síndrome, são pessoas com Down. O termo síndrome refere-se aos sintomas e sinais da presença da trissomia do cromossomo 21. Elas também apresentam algumas características na anatomia bucal bem particulares. Normalmente, eles têm alterações craniofaciais, como o hipodesenvolvimento maxilar e o céu da boca estreito e profundo. Também podem apresentar macroglossia, ou seja, a língua é maior em relação à cavidade bucal. Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde é que seja feito o acompanhamento odontológico anual das pessoas com a síndrome, desde o primeiro ano de vida, antes mesmo do surgimento da dentição. A visita ao dentista, além de buscar a prevenção e o cuidado com as alterações dentárias, é importante para estimular a higiene da região bucal. 1. Algumas manifestações sistêmicas, como o funcionamento da glândula da tireoide, podem causar modificações no quadro de saúde bucal dos pacientes com síndrome de Down. Quais são as principais alterações sistêmicas? Como tais manifestações podem interferir na saúde bucal? O hipotireoidismo, o diabetes mellitus, a hepatite crônica ativa são alguns exemplos de patologias autoimunes, cuja incidência está aumentada nesses pacientes. A prevalência de doenças da glândula tireoide em pacientes com síndrome de Down é alta. O hipotireoidismo é mais comum nestes pacientes. Os sinais e sintomas do hipotireoidismo, são: diminuição dos reflexos, pele seca, retardo no desenvolvimento intelectual e músculo esquelético, queda de cabelo, sonolência, aumento de peso, colesterol elevado, etc. Tais alterações podem interferir na saúde bucal, visto que interferem na saúde geral do paciente. O diabetes mellitus, também frequente nestes pacientes, requer todos os cuidados inerentes aos pacientes com a patologia.2.Quais são as manifestações orais mais apre-sentadas pelos pacientes portadores da síndrome de Down? As manifestações orais na síndrome de Down incluem: mandíbula e cavidade bucal pequena, palato estreito alto e ogival, macroglossia relativa e língua geográfica. É comum a postura da língua aberta, devido a uma nasofaringe estreita, tonsilas e adenoide hipertrofiada. A protrusão da língua e a respiração bucal frequente resultam em secura e fissura dos lábios. Na região das comissuras labiais, podemos observar a presença de queilite angular, devido à dificuldade do indivíduo em fechar a boca. A dentição apresenta anomalias características, e a doença periodontal é prevalente. Dentre as anomalias dentais, as mais frequentes referem-se à oligodontia, microdontia, hipodontia, fusão e taurodontia. A hipodontia ocorre nas duas dentições e a microdontia é a mais prevalecente das alterações observadas. As anomalias dentárias de desenvolvimento, como as malformações coronárias e radiculares, também são comuns. Desarmonias oclusais, mordidas cruzadas posteriores, apertognatia e apinhamento pronunciado dos dentes são habituais nestes pacientes.3.Os pacientes com síndrome de Down, nor-malmente, apresentam algum tipo de alteração na composição salivar. Como esta modificação pode influenciar na saúde bucal geral? O fluxo salivar de pacientes com síndrome de Down é, em média, 50% menor do que em crianças normais. Esta redução está vinculada, preferencialmente, ao metabolismo da glândula parótida. Além disso, o pH salivar é mais alto, assim como os níveis de sódio, cálcio e bicarbonato. Consequentemente, a capacidade tampão também é elevada, o que acarreta uma baixa incidência de cárie. 4.Qual é a importância da abordagem no atendimento do bebê com síndrome de Down nos primeiros seis meses? É muito importante examinar a cavidade bucal e detectar, precocemente, alguns problemas de saúde, propiciar a identificação e a intervenção prematura acerca de problemas, tais como: o desmame precoce, a anquiloglossia e as doenças bucais da primeira infância. Alertar quanto à erupção tardia dos dentes decíduos e a higiene, que deve começar antes da erupção, na cavidade bucal. Uma alimentação adequada – do ponto de vista de consistência e qualidade – e o fracionamento das refeições têm influência direta na saúde oral. A adoção de hábitos alimentares saudáveis na infância contribui para o bom crescimento, desenvolvimento e prevenção de doenças, portanto, é de fundamental importância detectar, precocemente, os erros alimentares, devido à repercussão na saúde oral e no estado nutricional. CLIQUE NO BOTÃO ABAIXO PARA AGENDAR UMA CONSULTA NA CLÍNICA ODONTOMANIA: